
O Clube Monte Sinai ocupa uma área de mais de 6.200 m2
que conta com quadras de futebol de campo com grama sintética e de salão,
quadras de vôlei de areia, basquete e squash, ginásio de esportes, salas
para ginástica e musculação com equipamentos de alta qualidade, uma academia
de jiu jitsu, três piscinas, salão de tênis de mesa, salões de festa,
teatro, sauna masculina e feminina, biblioteca, sala de recreação, parquinho
infantil, salão de beleza, chalé, bar, quiosque com churrasqueira, um
pequeno estacionamento, uma grande área para lazer ao ar livre e uma
sinagoga com 300 lugares.

Os sócios, atletas e visitantes do clube podem usufruir de excelentes
instalações e inúmeras atrações para as mais diversas faixas etárias, além
de uma preocupação constante de valorizar e transmitir os valores judaicos
de nosso povo.
A
Fundação
Uma praça – Afonso Pena – um banco, um grupo. Entre muitos
assuntos, falou-se na fundação de um clube que reunisse a coletividade judaica
da Zona Norte. A idéia ganhou adeptos e foi caminhando para a concretização.
O mais entusiasta, Abram Izcek
Hochman, resolveu promover
um encontro em sua residência. A sugestão foi ganhando corpo. Josef Haber,
Carlos Gitelman, Jankiel Hochman, Abram Meller, Moisés Pasternak, Jacob Katz,
Salomon Rosental, Josef Aron Rosenberg, Moszek Chemia Lamet, Hersch Messer,
Chaim Erdfrucht e Marcos Lerner deram seu aplauso e apoio imediato.
Convocou-se o ishuv da da Tijuca, Grajaú, Andaraí,
Vila Isabel, Engenho Novo, Todos os Santos e Méier. A expectativa foi
ultrapassada. Não somente chefes de famílias, homens experientes, apareceram;
vieram, também, jovens e dos mais entusiastas. Apoio geral à fundação de um
clube na Zona Norte.
Havia um terreno à venda no atual endereço, uma casa
velha. O dinheiro foi levantado e dias depois da aprovação da criação do clube –
27 de setembro de 1959 – o imóvel já havia sido adquirido.
Era preciso comemorar o evento e para isto, programou-se o
Reveillon de 1960. Mas como transformar uma casa, caindo aos pedaços, cheia de
árvores no seu terreno, em local social? Shalom Rochlin conseguiu o trator, que
cumpriu sua tarefa em 24 horas de trabalho. Graças à isso, mil pessoas
festejaram a entrada do ano novo. Foi um autêntico trabalho chalutziano,
como bem disse naquela oportunidade o representante do Embaixador de Israel. Até
mesmo o mau tempo, que ameaçara a festa, se transformou numa noite de luar, como
que sorrindo de satisfação, para aqueles que tanto trabalharam e deram o melhor
de si para um clube que começava a crescer.
Assim começou o monte Sinai, nome ligado à história e que,
em boa hora, foi sugerido por Sofia Chveid para marcar a luta dos hebreus em
busca da Terra Prometida pelo Senhor na saída do Egito, quando Moisés recebeu os
Dez Mandamentos que são, até hoje, a norma do nosso povo. Fez-se o primeiro
estatuto aos cuidados de Saul Dahis e apareceu então o Centro Cultural Esportivo
e Recreativo. Dr. Shalom Rochlin foi o primeiro presidente da Diretoria
Executiva.
O começo da expansão
Já em 1961, na gestão do presidente Shalom
Rochlin, se
falava em nova sede, ocupando a área de 10 mil metros quadrados. Hoje, este
plano é uma realidade e o patrimônio do clube é muito superior ao que foi
projetado.
A expansão do Monte Sinai começou em 1961, com menos de
dois anos de existência. Foram compradas três casas no terreno do lado esquerdo,
surgindo mais tarde o prédio de quatro andares. Naquela época já se sonhava com
o terreno da antiga Remington, hoje incorporado ao patrimônio e transformado
numa grande área de lazer para todas as idades, em um ambiente onde todos podem
demonstrar seu amor pela religião judaica – a Sinagoga Beit Yehuda.
A inauguração da sede definitiva
Um ano e dez dias depois de iniciada a obra, foi
inaugurada a sede definitiva do monte Sinai. Dia de alegria o 21 de outubro de
1965. Ninguém acreditaria que um edifício de seis andares fosse ficar pronto em
tão pouco tempo. O ato de inauguração do prédio foi uma festa de grande porte a
que compareceram o Administrador Regional da Tijuca, o Rabino-Chefe, o
Embaixador de Israel, os presidentes do CIB, ARI e Hebraica. A solenidade foi
abrilhantada pela Banda dos Fuzileiros Navais. Na oportunidade, o clube era
presidido pelo Dr. Isaac Hilf. Uma placa foi descerrada com os nomes dos
diretores e marcou a grande data. Mas o Monte Sinai não parou. O terreno da
Remington foi comprado em 1967 e, mais uma vez, os associados responderam de
maneira bastante positiva e o patrimônio do clube foi aumentando.
O Painel
O painel colocado à direita da entrada do
clube lembra a saída dos hebreus do Egito, guiados por Moisés até Israel. É
um trabalho em azulejos, de autoria do professor Giovani Domenico, de
Marchis, que veio para a inauguração desta obra em outubro de 1965.
Os cinco quadros recordam Moisés retirado das águas do
Rio Nilo, a saída do Egito, a passagem pelo deserto, a apresentação dos Dez
Mandamentos no Monte Sinai e, por fim, Israel. O painel foi descerrado por
um dos fundadores do clube, Isaac Hochman.
A sinagoga
A idéia surgiu em 1967. Rezava-se sexta-feira à noite,
sábado pela manhã e à tarde em uma sala no número 100. Com isso veio o desejo de
ter um lugar que pudesse ser chamado de Sinagoga. Por intermédio do então
Diretor Financeiro Abraão Gierszonovicz e do Direto de Cultura Judaica Leon
Gleiser, chegou-se à compra do terreno da Remington. Tomando posse do espaço,
partiu-se em busca de quem a construísse. O clube não dispunha de recursos
financeiros para levantar a sede e contou com a colaboração de ativistas
empenhados no mesmo ideal: Marcos Olivetti, Abraham london e Abrão Sterenbuch,
que presenteou a sinagoga com o primeiro Aron Hakodesh. A parte feminina
foi construída e passou a ser orgulho de todos os associados. A beleza da Beit
Yehuda se deve ao engenheiro Jacob Greif que, sem ônus, levantou a sede com
dedicação, empenho e talento inigualável. A sinagoga foi inaugurada oficialmente
em 1970. Quando José Apelbaum assumiu a presidência do clube, tratou logo de
finalizar as obras, ampliando a ala masculina.
O nome Beit Yehuda é uma justa homenagem a
quem de fez de um sonho a mais bela realidade: Leon Gleiser (em hebraico
casa – Beit – de Leon – Yehuda).
Hoje, mais de
30 anos depois, a Beit Yehuda está em plena atividade, realizando shabat
e todas as festas judaicas. Os serviços religiosos já passaram pelo rabino
Goldman e agora contam com a presença sempre alegre do Rabino Beuthner com
seus sábios ensinamentos, seu bom humor, sua segurança e empatia com o
público.
Clube das Vovós
O Clube das Vovós foi criado há quase 20
anos, tendo como primeira Diretora Regina Wajfus que, com garra e
determinação, começou a organizar eventos para a terceira idade. O grupo de
senhoras aumentava a cada dia. Era o início
de um grande sucesso. Dois anos
mais tarde, Léa Rosenblum assumia a coordenação do Clube, dedicando-se de
corpo e alma e elaborando intensas programações.
Hoje o Clube das Vovós é motivo de orgulho para o Monte
Sinai. Todas as terças-feiras reúnem-se mais de 100 vovós ansiosas por
participarem das atividades: bingo, palestras, desfiles etc. São ótimas
reuniões, onde não faltam alegria e alto astral.
Todas as datas judaicas, assim como os
aniversários do mês, são comemorados pelo Clube das Vovós. As palestras com
especialistas da área médica, psicológica, social etc. também são bem
vindas, servindo de orientação de como viver melhor.
Figura de suma importância, Joseph Rosenblum é um fiel
colaborador de Léa na promoção de empreendimentos e em todos os aspectos
necessários para o êxito de cada tarde.
Esporte no Monte
O ponto forte do Clube atualmente é o setor esportivo que
oferece duas vezes por ano colônias de férias sob a direção de experientes
professores de Educação Física.

Oferece, ainda, Jiu-Jitsu (Academia
Gracie), natação
infantil e adulto, hidroginástica, ginástica localizada com moderna
aparelhagem, musculação, dança de salão, dança israeli, futebol society
infantil e adulto, futebol de salão infantil e adulto e voleibol. As
competições são realizadas em clubes da região e os atletas, sempre
atuantes, têm tido participação ativa nos últimos anos em macabíadas
nacionais e internacionais.

Um grande marco na história do esporte no Clube foi a
inauguração da grama sintética no campo de futebol society, realização de um
grande sonho, lotando as dependências do clube, com a participação da
garotada e dos peladeiros.
Com a grama
sintética, surgiu a Casa do Artilheiro, escolinha de futebol society
conveniada com o
CR Flamengo, que vem crescendo a cada dia, ensinando e
revelando atletas dentro do esporte mais popular do Brasil.
Hoje, com mais de 150
peladeiros, o Monte Sinai mostra
que possui, entre os clubes judaicos do Rio de Janeiro, o ambiente mais
acolhedor, atraende e descontraído para a prática do futebol e,
principalmente, para a conquista de novas amizades.
Os dois mais novos esportes oferecidos são Krav Magá –
arte de defesa pessoal utilizada pelo Exército de Israel – orientado pelo
professor Cláudio Oliveira sob supervisão do Mestre Kobi e Squash, que conta
com duas moderníssimas quadras recém-inauguradas aprovadas pela Federação de
Squash do Rio de Janeiro.